Linkin Park - Iridescent [HD] - from Transformers: Dark of the Moon

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LPTV - European Tour 2011, Part 2

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Chester Bennington fala sobre Rick Rubin, o quão ruim Saw 3D foi e mais





Ontem o Phoenix New Times Blog publicou uma entrevista feita pelo Up on the Sun com Chester Bennington. Confira a tradução abaixo, que traz novidades acerca do próximo álbum, bem como influências que resultaram no inovador A Thousand Suns, projetos futuros e o filme no qual Chester teve uma breve participação no ano passado.
Parece que os fãs mais casuais ainda costumam associar o Linkin Park ao new-metal, gênero este que a banda ajudou a tornar popular na última década. Porém, isto são águas passadas. O último álbum do grupo, A Thousand Suns, mostra que a banda ainda faz as mais variadas músicas. O Linkin Park se uniu ao produtor Rick Rubin pela segunda vez para criar um álbum que tem de tudo, desde batidas tribais, samples de um discurso de Martin Luther king Jr. e até mesmo uma faixa acústica para terminar, “The Messenger.”
O Linkin Park começa sua Tunê Norte-Americana do A Thousand Suns no dia 20 de janeiro em Sunrise, Flórida e a terminará aqui em Phoenix no dia 28 de Fevereiro no US Airways Arena.
Recentemente, o Up on the Sun conversou com o cantor Chester Bennington do Linkin Park – que é de Phoenix, e tem uma casa e uma loja de tatuagens aqui – pelo telefone para falar sobre as novas direções musicais da banda trabalhando com Rubin e algumas diferenças entre fazer turnês aqui nos Estados Unidos e no exterior. Ele também critica o filme do qual participou no ano passado, Saw 3D.
Up on the Sun: Vocês acabaram de terminar os shows da turnê na Europa e na Austrália em Dezembro. Como foi fazer estes shows?
Chester Bennington: Na Europa foi incrível, é sempre maravilhoso. Todas as vezes que nós voltamos para lá, ela está maior e mais louca, é simplesmente incrível. A Austrália é um lugar que nós nunca conseguimos ir com muita frequência então estamos felizes por muitas pessoas que passaram a nos conhecer lá. Os shows foram realmente bons. Acredito que, com exceção dos primeiros shows, nos quais pessoalmente eu senti que não fiz aquilo direito, os restantes foram maravilhosos. É sempre divertido sair e tocar um novo som na frente das pessoas, especialmente da forma com que ele ficou muito bom em conjunto com os trabalhos antigos. E foi muito divertido ver as pessoas nos descobrindo. Foi incrível!
UOTS: É estranho pra você passar de uma banda tão conhecida aqui nos Estados Unidos para uma desconhecida no exterior?
CB: Sim. Digo, nós fizemos inúmeros shows nos quais tocamos para mil pessoas sendo que no dia seguinte tocaríamos em uma arena com vinte ou trinta mil pessoas. Então, tivemos uma espécie de público misto e isso foi muito legal. Muitas pessoas pela primeira vez nos viram tocar e é divertido ir até elas depois do show e saber o que elas têm para dizer. Eu acho a Austrália um lugar maravilhoso e as pessoas lá são tão legais que eu não queria mais sair de lá. Eu pensava: “vocês sabem, acho que vou ficar aqui por algum tempo”. Mas então, eu tive que vir embora.
UOTS: Quais são as maiores diferenças para você quando vocês fazem turnês no exterior se comparadas Estados Unidos?
CB: Eu tentarei não generalizar a América e a Europa, mas eu acho que uma das coisas que está começando a pegar aqui, nos Estados Unidos, é a ideia do verdadeiro festival de música, onde você encontra inúmeros tipos diferentes de música e inúmeras coisas diferentes para experimentar. Isso é algo muito comum aqui na Europa. Você poderá ver performances do blues, pop, rock, hip-hop, e jazz, tudo isso nos dias de festival. Aconteceu algo do tipo nos anos 60, mas não deu certo e se tornou algo com muita mistura de gêneros. Eu acredito que essa é uma das principais razões das quais tocar na Europa é diferente, especialmente em festivais. Você pode tocar com inúmeros tipos de bandas que normalmente não seriam vistas tocando juntas.
OTS: Vocês farão o último show da turnê Norte-Americana em Phoenix. Há algum significado especial para você quando toca em Phoenix?
CB: Em alguns pontos, sim… em outros, é um “pé-no-saco”, da mesma forma que tocar em Los Angeles é um “pé-no-saco” também! Eu conheço muitas pessoas, tenho muitos amigos e conhecidos e todos querem ir aos shows então a única coisa que eu quero é me esconder. É legal tocar em uma cidade como Chicago, por exemplo, onde ninguém me conhece e eu não preciso me preocupar com isso. Quando você tem uma lista de convidados que é de mil pessoas pra mais em Los Angeles ou no Arizona isso se torna uma espécie de trabalho, [risos] isso se torna um segundo trabalho que eu tenho que fazer para discutir com todos convidados ou dizer não a muitas pessoas.
Porém, é muito divertido tocar em casa. Eu costumo dizer que esta é como nossa cidade natal, porque eu sou daqui. Eu estou realmente empolgado para tocar noUS Airways Arena, porque eu acho que nunca tocamos lá. Todas as vezes que tocamos lá, tocamos do lado de fora e então será bem legal tocar lá dentro e em um show que tem uma ótima produção, um palco bem estruturado e que não tem 115 graus (aproximadamente 46 Cº) e, de repente, você vê granizo e chuva caindo em todo mundo!
UOTS: Sobre o último álbum da banda, A Thousand Suns, vocês experimentaram novos sons e levaram as músicas para um novo rumo. De onde surgiu a ideia de fazer algo diferente?
CB: Eu acredito que para nós ela teve início quando começamos a trabalhar com o Rick [Rubin] no Minutes to Midnight. Nós chegamos a um ponto no qual nos sentíamos confortáveis para mudar o som que antes pensávamos que tinhamos que fazer, o tipo de música que precisávamos fazer. Havia uma ideia vaga disso em Hybrid Theory Meteora, nos quais você pode ver que havia uma diversidade de estilos que nós conseguimos alcançar, mas ainda sentíamos que poderiamos acabar colocando pra fora a mesma coisa várias e várias vezes e trabalhar com Rick realmente nos abriu a mente. Queriamos fazer algo diferente, ele queria que fizéssemos algo diferente e ele foi um grande, forte capitão de navio. Ele nos manteve em nosso curso. Nós apenas trouxemos isso do Minutes to Midnight para este álbum, eu acredito que sonoramente, muitas coisas que costumávamos utilizar como textura, por exemplo, uma grande quantidade de elementos eletrônicos, foram trazidas para a maior parte deste álbum. Foi mais fácil fazer o álbum soar diferente e nós tomamos como filosofia que sentiríamos se o que estávamos fazendo era o que queriamos fazer ou se deveríamos ‘colocar toques de guitarra mais fortes aqui’ para chegar aonde queríamos. Então, nós decidimos que aquilo não era o que iríamos fazer e que estavámos partindo para uma direção diferente. Parece mais fácil falando do que realmente foi, mas olhando para trás, aquelas simples decisões que tomamos foi o que fez o nosso álbum soar tão diferente.
UOTS: Quanta influência o Rick Rubin trouxe ao álbum?
CB: Não é exatamente uma regra que Rick esteja conosco. O som, do meu ponto de vista, veio com certeza da banda e muito disso se deve ao Mike Shinoda. Eu acredito que o Mike é a arma criativa da nossa banda. Ele compõe muitas músicas, tem uma ideia clara, nossa banda não seria uma banda sem o Mike. Então precisávamos de alguém de fora da banda para trazer uma nova perspectiva e nos dizer quando algo ficava bom e quando algo soava muito previsível e é aí onde Rick desempenha o seu papel. Somos capazes de pegar um som que não é tão bom e transformá-lo em algo bom, mas ainda assim não fica uma boa música. Eu basicamente chamo isso de polir merda. Eu posso polir merda muito bem, sério, mas o Rick chega e diz: “Eu não estou sentindo isso. Soa legal, foi bem produzido, soa bem, mas eu simplesmente não estou sentindo isso!” Esse sentimento sobre o qual ele fala é exatamente onde o talento dele se revela.
UOTS: Vocês já começaram a trabalhar no próximo álbum, correto?
CB: Nós deixamos a criatividade rolar. Nós pessoalmente não queríamos parar, deixar isso de lado quando começassemos a turnê para apenas depois tentar retomar o trabalho. Quisemos deixar tudo acontecer ainda enquanto estivéssemos trabalhando na estrada porque sentíamos que esta forma trabalhar seria muito boa. Então, estamos fazendo músicas, há vários demos novos, eu consegui bastante material e venho trabalhando nele. Resumindo, sim, definitivamente estamos trabalhando para o próximo álbum agora.
UOTS: O som do novo álbum irá se basear no último ou continuará a expandir para novas direções?
CB: Eu não tenho ideia de como o próximo álbum será. Eu cometi um erro ao tentar explicar sobre o Minutes to Midnight em um ponto. Nós estávamos em uma fase durante a qual compusemos muitas, muitas músicas com guitarra pesada, era realmente muito pesado e tinha muito disso nas músicas. E eu fui entrevistado pela Rolling Stone e eles me perguntaram como o álbum seria e eu disse que Minutes to Midnight seria o álbum mais pesado já feito pelo Linkin Park e quando o álbum foi lançado ele era exatamente o contrário. Então, eu aprendi a lição.
UOTS: Há algum outro projeto no qual a banda está trabalhando para 2011?
CB: Nós temos alguns projetos em andamento, mas infelizmente eu não tenho a liberdade para te falar quais são eles, ainda. Mas eu posso te dizer que há algumas coisas que nós conseguimos em nossos trabalhos que são simplesmente incríveis. Então, eu espero que neste ano, enquanto estaremos em turnê e trabalhando no novo álbum, venham ainda mais materiais para nossos fãs que, na minha opinião, serão bons.
UOTS: E você, pessoalmente? Esteve no Saw 3D no último ano, planeja atuar mais?
CB: Eu não sei, cara, aquele filme foi realmente um filme ruim. Foi divertido. Eu não tenho o hábito de sair para ensaiar para filmes. Eu tenho muito trabalho por aí, entre cinco filhos, minha casa, minha esposa e o Linkin Park. Eu mal tive tempo suficiente para trabalhar no álbum do Dead By Sunrise. Eu estou realmente muito entusiasmado, muito feliz aonde as coisas estão neste exato momento e bem, por aproveitar a estrada que estou percorrendo. Então, estou esperando ansiosamente para gravar o próximo álbum do Linkin Park, estou esperando ansiosamente para terminar esta turnê e voltar para o estúdio. Tudo o que quero é pisar no estúdio e fazer novos sons, isso é tudo o que eu quero fazer. Este é o meu objetivo. Eu quero voltar ao estúdio o quanto antes possível e fazer mais músicas!

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